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Personagem da semana: Chico Landi

13/10/2011

Os pilotos brasileiros de Fórmula 1 são conhecidos e admirados mundialmente. Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna nunca serão esquecidos pelos seus feitos à bordo dos monopostos de corrida. Mas um brasileiro, menos conhecido que esses três, fez algo que entrou para a história: quebrou barreiras. Francisco Sacco Landi foi o primeiro brasileiro a se aventurar nas corridas da Europa e também na ainda iniciante Fórmula 1.

 

Chico Landi

Chico Landi

 

Quando seu interesse pelo automobilismo começou, Chico disputava rachas nas ruas de seu bairro em São Paulo com apostas em dinheiro. Para começar a disputar corridas oficiais no Rio de Janeiro e em São Paulo foi um pulo. “Estreei oficialmente em 1934, mas minha primeira vitória foi em 1935, na corrida do ‘Chapadão’. A pista tinha mais buracos que asfalto, em vez de guard-rails, usavam fardos de alfafa, a roupa protetora era uma camisa de mangas curtas, um blusão de couro e um par de óculos escuros, mas fiz uma média de 135 km/h”, contou Chico.

Venceu também o GP d0 Rio de Janeiro, o famoso “Trampolim do Diabo”, em três ocasiões, 1941, 1947 e 1948. O GP de Bari, um dos mais importantes da época, teve Chico Landi como vencedor em 1948 e 1952, sendo que a primeira vitória foi tão inesperada que os organizadores do evento não tinham o hino brasileiro para tocar na festa, então tiveram que ouvir O Guarani, de Carlos Gomes.

Chico Landi ficou 8 anos na Europa, disputando corridas com os principais nomes do automobilismo da época, como Fangio, que recebeu um grande incentivo do governo argentino, alavancando sua carreira. Se Chico tivesse a mesma sorte com o governo brasileiro, certamente teria ido muito mais longe na Fórmula 1, onde disputou apenas 6 corridas com seu melhor resultado sendo um 4º lugar.

 

Chico Landi (segundo da esq. para dir.) brincando com Fangio (de capacete)

Chico Landi (segundo da esq. para dir.) brincando com Fangio (de capacete)

 

Ele acreditava que um piloto precisava de muita sorte para vencer. “Estávamos todos nós – Fangio, Villoresi, Ascari, Nuvolari e outros, reunidos num bar, conversando, quando um jornalista italiano perguntou a cada um de nós, o que era preciso para vencer uma corrida. Quase todos afirmaram que era preciso 50 % do carro e 50 % do piloto. Eu fui o último a responder, e disse que é preciso três coisas: sorte, depois, mais sorte; e, finalmente, muita sorte”.

Chico Landi morreu em 1989, aos 81 anos, mas será sempre lembrado pelo seu pioneirismo. Sem ele, talvez a nossa história no automobilismo não seria tão bem sucedida.

 

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