Skip to content

Personagem da semana: Jochen Rindt

08/12/2011
Jochen Rindt

Jochen Rindt

 

Karl Jochen Rindt nasceu em 1942 na Alemanha, mas em sua vida representou a Áustria. Muito bem, por sinal. Foi acolhido por seus avós no novo país após perder os pais em um bombardeio durante a Segunda Guerra Mundial.

Rindt teve muito sucesso em sua carreira automobilística, tanto em monopostos como em carros de corrida. Prova disso foi sua vitória em LeMans no ano de 1965 à bordo de uma Ferrari 250 LM. Neste mesmo ano e no anterior, Jochen disputou os campeonatos de Fórmula 2 e Fórmula 1 paralelamente, agenciado por um empresário com nome bastante conhecido atualmente: Bernie Ecclestone (hoje é o chefão da F1). Curiosamente assinou contrato com uma das melhores equipes de F2, mas na F1 não costumava escolher os melhores carros.

Entre 1964 e 1968 conseguiu resultados poucos expressivos, mas todos sabiam que não eram por sua culpa, pois era visto com um piloto muito rápido e com um fantástico controle do carro. Em 1969 Rindt assina com a Lotus e começa a pilotar um carro correspondente ao seu talento. Neste ano conquistou sua primeira vitória na categoria e terminou o campenato na 4ª posição. Sua relação com o chefe da Lotus, Colin Chapman, nunca foi das mais pacíficas, mas foi uma parceria vitoriosa, apesar da curta duração. O piloto acreditava em um carro com tecnologia já estabelecida e segura, enquanto o chefão era conhecido por sua busca constante por inovações.

 

Jochen Rindt em Mônaco à bordo da Lotus, em 1970

Jochen Rindt em Mônaco à bordo da Lotus, em 1970

O ano de 1970 é histórico na F1. Rindt começou bem. Liderava o campeonato e tinha cinco vitórias na temporada, mas junto com a glória veio a desgraça. No fim de semana do Grande Prêmio de Monza, na Itália, Jochen e Chapman decidiram testar um carro sem aerofólios, com o objetivo de alcançar as Ferraris, mais rápidas nas retas. O segundo piloto da Lotus ficou temeroso e afirmou que o carro seria quase impossível de pilotar. O Austríaco, por sua vez, não viu nenhum problema e confirmou que o carro era bem mais rápido nas retas. Este setup radical, combinado com uma relação de marchas mais longa poderiam levar o carro a 330 km/h. No dia seguinte, na última volta do treino oficial, Jochen Rindt bateu em alta velocidade com seu Lotus, o carro ficou completamente destuído e o piloto, imóvel, perdia a vida.

Mesmo com algumas corridas para o fim do campeonato, Jochen Rindt foi campeão mundial. Graças a uma combinação de resultados auxiliada pelo novo piloto da Lotus, Emerson Fittipaldi, o austríaco foi coroado tarde demais. É o único piloto da história a ser campeão póstumo. Um fim triste e feliz ao mesmo tempo, para um piloto fantástico que teve sua carreira interrompida por aquilo que mais perseguia: a vitória. Foi tão bom que venceu e entrou para sempre na história da F1.

 

Anúncios
No comments yet

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: