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Personagem da semana: Colin Chapman

19/01/2012
Colin Chapman

Colin Chapman

 

Nascido no subúrbio de Londres em 1928, Colin formou-se em engenharia civil aos 20 anos de idade e durante a faculdade aprendeu a pilotar aviões. Apesar da paixão por essas máquinas voadoras, o que ele realmente queria naquela época era ser bem sucedido como piloto de carros. Mas um detalhe chama a atenção: sua intenção era ter dinheiro para construir seu próprio carro, demonstrar suas qualidades na pista e depois vender suas inovações. Seu primeiro “trabalho” nessa área foi a modificação de um Austin Seven de 1930. Desde cedo, Chapman prestava atenção aos regulamentos das competições, buscando brechas e oportunidades para desenvolver novidades e ficar à frente dos outros competidores.

No início da década de 1950, além de carros de corrida, ele começou a fazer modelos de rua, obtendo sucesso da mesma forma. Com isso, sua motivação cresceu e em 1954 largou o emprego que tinha na British Aluminium Company para se dedicar exclusivamente à Lotus Engineering e ao Team Lotus. A partir de 1958 começou a fazer carros de F1. Suas criações eram sempre voltadas para a inovação, o minimalismo e a motivação por vitórias.

 

Lotus 25

Lotus 25

 

Colin Chapman acreditava que os carros eram efêmeros, como espíritos da sua criação, e isso podia ser visto na sua tendência de se relacionar superficialmente com as pessoas à sua volta. Ele criou alguns dos carros mais fantásticos que a F1 já teve e muitas de suas inovações continuam sendo usadas atualmente. Em 1962 foi apresentado o Lotus 25, o primeiro carro vencedor do time, que levou Jim Clarck ao título de 1963.

 

Lotus 49

Lotus 49

 

Lotus 49 de 1970

Lotus 49 de 1970

 

No Lotus 49, o motor passou a fazer parte do chassi do carro, integrado ao monocoque. O carro era tão avançado que participou de várias temporadas na F1, apenas sofrendo atualizações e se mantendo vencedor. Foi nesse carro que Jochen Rindt morreu e foi campeão e Emerson Fittipaldi fez sua estreia na categoria. O 49 foi o maior exemplo do minimalismo de Colin, buscando sempre a velocidade acima de qualquer outra coisa. Ainda no final da década de 1960, Chapman inovou ao mudar os radiadores da frente para as laterais do carro, diminiundo a área frontal, melhorando a aerodinâmica e centralizando a distribuição de peso. Esse conceito permanece até hoje.

 

Lotus 72

Lotus 72

 

Em 1972, a Lotus lança o modelo 72, que levaria Emerson ao seu primeiro título e que considero como carro de F1 mais bonito de todos os tempos. Era dotado de grandes inovações. Formato de flexa, aerodinâmica avançada, discos de freio onboard que reduziam o peso e o esforço na coluna de direção e barras de torção na suspensão. Mais uma vez, estava tão à frente de seu tempo que o 72 ficou muitos anos sem sofrer grandes alterações e se manteve um carro vencedor.

 

Lotus 79

Lotus 79

 

O modelo seguinte, o Lotus 79, lançado em 1978,  foi o auge de Chapman com a criação do chamado “efeito solo” e dominou o campeonato. No entanto, sua inovação foi prejudicada pela FIA após a proibição das “saias” (apêndices aerodinâmicos), que podiam tocar o solo e tornar o carro instável e perigoso quando se dirigia sobre as zebras ou ondulações maiores.

 

Lotus 99T

Lotus 99T

 

Colin Chapman morreu de forma abrupta em 1982, de um ataque do coração. O GP da Áustria daquele ano foi a última vitória que viu de um dos seus carros. Mas apesar de sua morte repentina, o legado que deixou é muito grande. No ano de sua morte, um de seus protótipos testava pela primeira vez a suspensão ativa, item que apareceria pela primeira vez oficialmente no Lotus 99T, de 1987, pilotado por Ayrton Senna. Apesar da eficiência, tinha sérios problemas de confiabilidade. Mas nas primeiras temporadas da década de 1990, foi esse sistema que tornou a Williams um carro imbatível.

Colin Chapman era um gênio, pois mudou a história da F1 para sempre. Numa época em que bastava adicionar potência para se andar mais rápido, ele buscou outros caminhos. Aerodinâmica, eficiência, equilíbrio, leveza e distribuição de peso. O foco de Chapman era ser mais rápido sem seguir as regras que já existiam. E conseguiu.

 

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