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Clássico da semana: Jensen Interceptor

31/01/2012
Jensen Interceptor

Jensen Interceptor

 

O Jensen Interceptor é um daqueles grandes carros que aparecem a cada década. É difícil acreditar que um carro construído à mão em uma pequena fábrica de Birmingham pudesse ser tão desejado por colecionadores nos dias de hoje. Sua fórmula era parecida com o De Tomaso Pantera: estilo italiano e motor V8 americano. A diferença é que o Interceptor era inglês. Ele fez conhecida no mundo a companhia Jensen.

Sua produção quase artesanal durou dez anos (1966-1976) e foram construídas cerca de 1500 unidades. Sua estrutura era toda em aço prensado com chassi tubular e a carroceria, sem grandes preocupações com proteção à ferrugem, era feita no mesmo material. Segundo Jeremy Clarkson, apresentador do programa Top Gear,” Interceptor é o melhor nome que um carro já teve”. Ele era rápido, tinha cara de mau e não era um best seller. Poderia facilmente ser “o carro dos bandidos” no cinema. Legal!

 

Jensen Interceptor

Jensen Interceptor

 

Seu desenho foi feito pelo estúdio italiano Vignale e levou apenas 3 meses para ir da prancheta ao primeiro protótipo. O futurismo de suas formas não mudou nada ao longo da sua existência. Visto de frente parecia um Maserati, mas de lado tinha um caimento diferente do teto, como um grande hatch coupé. Além de proporcionar uma ótima visibilidade, o enorme vidro traseiro era a tampa do porta-malas generoso.

O Jensen Interceptor tinha algumas falhas, pois usava componentes de outros carros. A suspensão, por exemplo, poderia vir de um Austin Westminster. A direção, com sorte, viria de um jaguar XJ6. Sem sorte é melhor nem saber de onde veio. Seu interior era requintado, feito à mão, tinha excelentes carpetes e parecia um avião, com muitos mostradores, botões e controles.

 

Jensen Interceptor

Jensen Interceptor

 

Seu motor Chrysler V8 de 6.2 litros produzia 325 cv (posteriormente foi adotado um 7.2 litros). Era muito simples, potente e beberrão. Com boa vontade, fazia 5 km/l. Sua aceleração de 0 a 100 km/h levava pouco mais de 7 segundos e sua velocidade máxima ficava em torno de 220 km/h. Não era um fenômeno, mas também não passava vergonha. O câmbio automático de 3 velocidades equipou praticamente todas as unidades comercializadas. Existem apenas 24 raríssimos modelos equipados com caixa manual de 4 marchas.

Uma das versões do Interceptor era chamada de FF e tinha tração nas quatro rodas e freios ABS. Foi o primeiro carro de passeio do mundo equipado com esses sitemas. Muitos anos antes da Audi lançar o famoso sistema quattro, a pequena fábrica inglesa Jensen antecedeu o uso bem sucedido da tração nas quatro rodas.

Graças ao estilo e ao motorzão, o Interceptor se tornou o carro dos jovens bem sucedidos do final da década de 1960 e 1970. Por ser uma empresa pequena, a Jensen não resistiu a duas  crises do petróleo e uma recessão, e faliu em 1976. Teve outros modelos produzidos antes do Interceptor, mas foi esse carro, com estilo diferenciado, que não deixou a marca cair no esquecimento mesmo quase 40 anos depois de se ausentar do mercado.

 

 

 

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