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Personagem da semana: Fritz D’orey

05/04/2012

Frederico José Carlos Themudo D’orey é um filho de imigrantes portugueses nascido em 1938, viveu a juventude no meio de carros e peças, pois seus pais trabalhavam no comércio de automóveis. Seu apelido foi dado por seu avô, que era alemão. A paixão pelos carros foi inevitável e mesmo sem o apoio da família, começou a disputar corridas. “Era um perigo mortal.Morria alguém todo final de semana nas pistas, não havia nada de guard-rails, santo antônio, nem cinto de segurança usávamos”, lembra Fritz.

Sua carreira de piloto começou oficialmente em 1958, apesar de Fritz contar que disputou um corrida com um Jaguar XK em Interlagos, com apenas 17 anos. Como era de uma família abastada, ele conseguiu comprar a antiga Ferrari 375 F1 de Chico Landi, com mecânica V8 de Corvette, e com este carro venceu os 500 km de Interlagos. O brasileiro chegou em segundo na inauguração do circuito da Barra da Tijuca, depois de liderar grande parte da corrida e parar nos boxes para reparos. Depois disso, participou das Mil Milhas Brasileiras com um Volkswagen, chegando em nono lugar ao disputar com carros que tinham o dobro da cilindrada.

 

Fritz D'orey

Fritz D'orey

 

Fritz começou a chamar a atenção de Juan Manuel Fangio no I Torneio Triangular Sulamericano, disputado em Interlagos. Andando contra grandes pilotos, ele liderou a corrida até a nona volta, quando teve um pneu furado. Apesar de todo o tempo perdido para o reparo, ainda conseguiu chegar em quarto lugar. Depois de atuações como esta, Fangio chamou o brasileiro para fazer parte da equipe de Fórmula 1 que estava montando. Fritz aceitou o desafio e se tornou o 2˚ brasileiro a correr na categoria oficialmente.

Fritz disputou apenas 3 provas. Na mesma época começou a se envolver com corridas de longa duração, quando disputou as 12h de Sebring com uma Ferrari 250 GT, terminando na 6ª colocação geral. Este resultado colocou o brasileiro em uma condição muito boa dentro da equipe italiana, fazendo parte do time de pilotos de longa duração, com chances de correr também no mundial de Fórmula 1. No entanto, nos treinos para as 24h de Le Mans, Fritz sofreu um grave acidente que encerrou sua carreira. “Foi no meio da reta, antes da Maison Blanche, meu carro foi fechado por uma Jaguar, saiu da pista a uns 270 km/h, bateu numa árvore, de lado, partindo-se ao meio, e eu fiquei jogado no mato, ao lado da pista. Por conta disto, passei 8 meses internado em um hospital e minha carreira acabou”, conta Fritz.

Mesmo com a interrupção repentina da carreira, Fritz se tornou um imortal para o automobilismo brasileiro. Piloto muito rápido e talentoso, trilhou um caminho meteórico até a maior categoria de automobilismo do mundo, e certamente seria um dos grandes nomes do automobilismo mundial.

 

 

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