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Clássico da semana: Tatra T87

11/09/2012
Tatra T87

Tatra T87

 

Os dirigíveis usados na Primeira Guerra Mundial mostravam o interesse dos alemães pela aerodinâmica, estilo conhecido por streamline. As enormes estruturas voadoras precisavam de um tratamento cuidadoso para atingir velocidades consideráveis com segurança. Com o desarmamento forçado ao final da guerra, o engenheiro de zepelins Paul Jaray começou a aplicar o conceito da aerodinâmica aos carros.

Em 1930, Hans Ledwinka (1878-1967), engenheiro chefe da Tatra na Tchecoslováquia, juntamente com o designer Erich Überlacker, decidiram que a carroceria verdadeiramente aerodinâmica seria o próximo desenvolvimento técnico a ser implantado. Ledwinka foi um dos maiores gênios ao projetar automóveis, introduzindo itens como freios nas quatro rodas e suspensão independente antes das outras companhias.

 

Tatra T87

Tatra T87

 

Para criar a carroceria ideal, um motor traseiro foi adotado. Além da aerodinâmica melhorada, ele proporcionava um interior mais silencioso e dispensava o eixo entre o motor dianteiro e as rodas traseiras motrizes. Com isso, o carro ficou com o assoalho mais baixo e permitiu mais espaço para as pernas dos ocupantes, com menos perda de potência e mais eficiência. O antigo motor Tatra de 850 cc era muito parecido com os motores VW refrigerados a ar, motivando um processo legal de plágio pela montadora alemã.

Dessa forma, a Tatra adotou um poderoso V8 de 3 litros refrigerado a ar com 85 cv. O automóvel apresentado em 1936 era capaz de alcançar 160 km/h, ficando entre os mais rápidos do mundo. O carro chegou a ser o queridinho dos militares alemães, até que sofreu um grave acidente nas recém inauguradas autobahns, levando ao banimento de veículo na Alemanha. O projeto era interessante e moderno, mas o motor traseiro causava problemas de estabilidade, especialmente nas curvas rápidas. Isso seria melhor desenvolvido no Volkswagen Beetle e nos primeiros Porsche, mas no Tatra ainda era um problema, que se somava ao estilo caseiro da montagem dos painéis da carroceria.

Suas vendas nunca foram um sucesso, chegando a cerca de 3.000 unidades entre 1936 e 1950. No entanto, o carro foi um marco no uso do conceito de streamlining, motivando uma preocupação maior com a aerodinâmica dos automóveis, permitindo melhor desempenho e economia de combustível.

 

 

 

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