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Personagem da semana: Cecil Kimber

04/10/2012
Cecil Kimber

Cecil Kimber

 

Nascido na época em que estavam sendo descobertas as grandes possibilidades dos motores à combustão, não é de se estranhar que Cecil Kimber tenha se interessado pelo assunto desde muito novo. Seu primeiro trabalho foi na empresa de impressão do pai, mas seu interesse em mecânica falou mais alto e com apenas 18 anos, no ano de 1906, comprou uma bicicleta motorizada Rex. Depois disso não demorou a frequentar encontros e competições com o Warrington and District Motor Cycle Club, onde aprendeu a economizar dinheiro consertando suas motocicletas por conta própria.

Em 1909 comprou uma Twin Rex e continuou tentando participar de corridas. O ano seguinte foi dramático e decisivo, pois Cecil sofreu um grave acidente de trânsito, machucando seriamente o joelho direito. Quando os médicos já estavam decididos por amputar sua perna, seu joelho começou a melhorar. Depois de 2 anos de recuperação ele pode voltar a andar, dançar, esquiar e pilotar. Mas as motos foram descartadas. Kimber fez a importante decisão de mudar seu foco para os automóveis.

Com o dinheiro do seguro que recebeu do acidente, Kimber comprou um Singer 10, que usava para vender tintas. Seu pai exigiu que ele investisse suas economias na empresa, como forma de compensar os esforços de sua família. Cecil recusou e os dois se tornaram inimigos pelo resto de suas vidas. Em 1914 ele deixou os negócios da família e foi fazer sua própria carreira. No ano seguinte foi contratado pela Sheffield-Simplex como assistente do engenheiro chefe. Nesse momento seu Singer 10 foi trocado por um 14 da mesma marca, modelo que já tinha disputado corridas e alcançava 130km/h.

Em 1916, Kimber trocou de emprego e foi para a AC Cars, mas, instatisfeito, não ficou muito tempo. De lá mudou-se para perto de Brooklands e trabalhou na Martynside Aircraft, onde casou-se. Em 1919 levou sua família para Birmingham e começou a trabalhar na E.G. Wrigley, onde conheceu Frank Woollard, que o ajudou a estabelecer a MG no mercado alguns anos depois. Como supervisor em seu emprego, Cecil foi bastante elogiado. Frank disse que “a fábrica era mantida tão limpa que ele poderia jantar debaixo das máquinas”. A E.G. Wrigley fabricava algumas peças para os carros da Morris e desde cedo Kimber buscou o contato com o fundador, William Morris. Em 1921 passou a ser gerente de vendas da Morris e logo deixou todos entusiasmados.

 

Primeiros anos da fábrica da MG

Primeiros anos da fábrica da MG

 

Apesar de seus poucos conhecimentos em engenharia, Cecil compensava com uma habilidade fantástica como vendedor e gerente. Ótimo orador, era também muito organizado e metódico, o que mostrava suas capacidades como um administrador à frente de seu tempo. Ele sugeriu algumas modificações nos carros da Morris, como o uso de partes mais leves e componentes mais similares aos usados nos carros de corridas. As sugestões não só foram aceitas como uma nova empresa, chamada MG, foi fundada para produzir esses carros diferenciados. Cecil Kimber gostava muito de corridas e acreditava que, ao obter sucesso nas competições, uma pequena fábrica poderia se tornar mundialmente famosa.

Em 1935, a empresa, em dificuldades financeiras, precisou ser vendida para a Morris Motors, o que deixou os carros da MG mais parecidos com os carros de rua convencionais. De qualquer maneira eles venderam muito bem, o que ajudou nas finanças. Em 1939, com o início da segunda guerra mndial, o foco da empresa mudou para atender às novas demandas bélicas. Fez diversos trabalhos, como consertos em tanques, modificações em carros e até um contrato para a montagem de carcaças de bombas. Este último (e polêmico) trabalho causou sua demissão da empresa, 17 anos depois de ajudar a fundá-la. Depois disso, conseguiu emprego na Charlesworth, empresa que fabricava as carrocerias abertas para a MG e em seguida na Specialloid Pistons, onde se tornou gerente. Cecil Kimber tinha muitas ideias e queria ver o desenvolvimento delas após a guerra, mas morreu tragicamente em um acidente de trem em 1945.

Apesar da sua morte há muitos anos, uma de suas frases continua verdadeira e atual: “Um carro esportivo precisa parecer rápido, mesmo quando está parado.” Mesmo sem nunca ter visto o desenvolvimento da MG como marca de esportivos depois da segunda guerra, seus esforços valeram a pena, pois a marca se tornou reconhecida por fazer carros esportivos legítimos, bons de dirigir e com preços acessíveis.

 

 

 

 

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