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Personagem da semana: Martin Brundle

18/10/2012
Martin Brundle

Martin Brundle

 

Martin Brundle nunca foi um piloto de grande sucesso na F1, sendo mais lembrado pelos duelos que teve na F3 contra Ayrton Senna. Isso não aconteceu por falta de talento, mas provavelmente por azar ou timing errado. Depois da aposentadoria como piloto, passou a ser comentarista, tornando-se um dos melhores no quesito.

Nascido na Inglaterra em 1959, percorreu um caminho diferente da maioria dos pilotos antes de chegar à F1. Sua carreira começou aos 12 anos de idade, disputando corridas em pistas de grama em Norfolk, sua cidade natal. Em 1975, passou a correr com Hot Rods. Quatro anos depois foi para a Fórmula Ford e, em paralelo, disputava provas do BMW Touring Championship pela equipe de Tom Walkinshaw. Com os carros alemães, chegou a conquistar um impressionante segundo lugar em Snetterton contra pilotos internacionalmente conhecidos e mais experientes.

 

Senna e Brundle na época da F3

Senna e Brundle na época da F3

 

Em 1980 ganhou o BMW Touring Championship, o que elevou-o, no ano seguinte, a parceiro de Stirling Moss no campeonato inglês de turismo. Em 1982 sua carreira começou a deslanchar de verdade. Mudou-se para a F3, e conseguiu, já no ano de estreia, 5 poles e 2 vitórias. Em 1983, uma batalha intensa entre Brundle e Senna foi acompanhada até as últimas voltas da última corrida, que consagrou Ayrton como campeão e Martin como vice. Ambos mudaram-se para a F1 no ano seguinte.

Seu ano de estreia mostrou que era um piloto veloz e agressivo. O inglês recém contratado pela Tyrrell chegou em quinto na sua primeira corrida (Brasil) e em segundo na seguinte (Detroit). A sequência de resultados positivos foi interrompida de forma repentina no GP de Dallas, quando um forte acidente o deixou fora pelo resto da temporada. Em 1985, ainda pela Tyrrell, marcou apenas 8 pontos em uma temporada com muitos problemas na equipe e no fornecimento de motores. Em 1986, correndo pela Zakspeed, teve um ano ainda pior, com um carro que era incapaz de disputar posições com o pelotão dianteiro. Conseguiu 2 pontos, os únicos da história do time.

 

Martin Brundle pilotando a Benetton em 1992

Martin Brundle pilotando a Benetton em 1992

 

Desanimado com tantas dificuldades, Martin Brundle passou a correr de carros esporte protótipo em 1988. Pilotando pela Jaguar, foi campeão da temporada com recorde de pontos. Nesse mesmo ano passou a integrar a equipe Williams de F1 como piloto de testes. Em 1989, retornou à categoria pela Brabham, que estava longe de reviver seus dias de glória. Correndo com os protótipos paralelamente à F1, Martin ainda venceu as 24h de Le Mans de 1990, mas mesmo assim continuava sendo difícil conseguir uma vaga em um time de ponta da F1.

Mesmo com dificuldades de mostrar serviço na Brabham, Brundle foi contratado pela Benetton para a temporada de 1992, como parceiro de Michael Schumacher. Foi sua melhor temporada na F1, conseguindo chegar nos pontos constantemente, além de visitar o pódio cinco vezes. Ele foi o companheiro de equipe com desempenho mais próximo ao de Schumacher antes de seu retorno à categoria em 2010, como parceiro de Nico Rosberg pela Mercedes. Para surpresa de todos, ele foi dispensado da Benetton ao final do ano. Chegou perto de uma vaga na Williams, mas ao perder para Damon Hill, assinou com a Ligier. Claramente não era um carro para vencer corridas, mas Brundle não fez feio. Conseguiu resultados consistentes e terminou o campeonato na sétima colocação, melhor posição entre os carros sem suspensão ativa. Em 1994 correu pela McLaren, que estava passando por uma péssima fase. Em 1995 voltou para a Ligier e no ano seguinte, seu último na F1, correu pela Jordan e teve resultados razoáveis.

Depois da aposentadoria na F1, Martin Brundle passou a exercer atividades variadas. Além de trabalhar como comentarista, ele também é manager das carreiras de alguns jovens pilotos, entre eles Gary Paffett e Mike Conway. É escritor e apresentador de programas e documentários. O que mais chama a atenção é sua atuação como comentarista de esportes a motor. Consegue prender o telespectador com seus comentários ácidos e mesmo sendo um grande conhecedor do assunto, simplifica o automobilismo para os leigos sem desanimar os fãs mais ardorosos do esporte.

 

 

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