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Clássico da semana: Piaggio Ape

06/11/2012
Propaganda do Piaggio Ape

Propaganda do Piaggio Ape

 

O clássico desta semana não é um carro, mas também não é uma moto. É um veículo comercial, usado para fazer entregas e carregar pequenos volumes. Imaginou um caminhão pequeno ou uma picape? Errou. O Piaggio Ape nasceu depois da Segunda Guerra Mundial, derivado da famosa Vespa. Então me equivoquei, o clássico deste post é uma moto sim! Mais ou menos. Tecnicamente a Vespa é uma scooter e o Ape tem três rodas, além de uma caçamba para cargas.

Depois de tentar classificar este veículo dentro de alguma categoria tradicional sem sucesso, prefiro escrever sobre suas qualidades e particularidades. Seu “pai” foi o mesmo criador da Vespa, Corradino D’ascanio. Sua pequena scooter popularizou-se rapidamente em uma Itália devastada pela guerra e muito carente de novos meios de transporte. No ano seguinte, o italiano veio com outra criação, um triciclo que compartilhava da mesma mecânica da Vespa. Sua ideia era perfeita para impulsionar a recuperação comercial do país.

 

Piaggio Ape (indiano)

Piaggio Ape (indiano)

 

Quem compartilhava da mesma visão era Enrico Piaggio, filho do fundador da marca. Com isso, a produção do pequeno utilitário começou, com motorizações variadas, que iam de 50cc até 175cc. Somente em 1964 o veículo recebeu uma cabine coberta, permitindo proteção ao motorista. O Ape possui guidão herdado da Vespa e pode acomodar um passageiro (de porte atlético) dentro da cabine. Tem uma porta de cada lado, o que torna as entregas mais rápidas em qualquer lado da rua. O desempenho era alinhado à proposta do carro. Bom torque para subidas e velocidade máxima bem pequena. Definitivamente era feito para as ruas apertadas dos centros urbanos europeus.

O Piaggio Ape foi o projeto certo na hora certa. Apesar de aparência esquisita e pouco conforto, era perfeito para pequenas entregas. Além de ser barato para comprar e manter, o utilitário era muito econômico. Era? Ainda é! Este curioso veículo, cuja produção começou em 1948, ainda sai das fábricas, novinho em folha. Passou da Itália para países emergentes e mais necessitados de seus serviços, como Índia, China e Vietnã. Ele pode não ser bonito, nem rápido, mas é um clássico em praticidade e longevidade.

 

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One Comment leave one →
  1. 04/06/2014 18:16

    Lembro que havia, em São Caetano do Sul – SP, na década de 1990, uma fornecedora de gás que fazia as entregas com dois Piaggio, modelo muito semelhante ao da foto que ilustra este artigo, na cor vermelha. Apesar da aparência frágil, eles não decepcionavam nas subidas. Tinham um bom torque e mesmo carregados conseguiam cumprir seu papel.

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