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Personagem da semana: Peter Gethin

20/12/2012
Peter Gethin

Peter Gethin

 

Este inglês nascido em Surrey conquistou apenas uma vitória em sua passagem pela Fórmula 1, mas esse resultado não condiz com suas habilidades ao volante. Aliás, essa não foi uma simples vitória, como veremos depois. Vale a pena destacar que Peter era muito versátil, pois conseguia ser rápido com diferentes tipos de carros.

Ele venceu o campeonato de 1969 da F5000 e em 1970 disputou também a Can-Am pela McLaren. Sua estreia na Fórmula 1 foi sob circunstâncias tristes, pois substituiu Bruce McLaren, que morreu em um acidente em Goodwood. Não foi fácil para ele perder alguém que admirava e respeitava tanto. Mas a estreia foi feita, sem grande sucesso, rendendo 1 ponto no campeonato e uma vaga em outra equipe, a BRM.

Foi no GP da Itália de 1971, sua segunda corrida pelo novo time, que o fato mais notável de sua carreira aconteceu. Sua única vitória na categoria foi incrível. Passou da quarta posição para a primeira na última volta e de uma só vez estabeleceu recordes muito interessantes. A distância entre ele e o segundo colocado, Ronnie Peterson, foi de apenas 1 centésimo de segundo, um recorde. Peter Gethin estabeleceu nesta fantástica última volta da prova a velocidade média de 242,5 km/h, um recorde que só foi quebrado por Michael Schumacher em 2003, na mesma pista. Não menos interessante é sua marca de nunca ter liderado uma volta inteira na Fórmula 1. Ele começou a última volta do GP na quarta posição e venceu.

 

Peter Gethin (no carro branco), perseguindo Ronnie Peterson antes de ultrapassá-lo para vencer a corrida.

Peter Gethin (no carro branco), perseguindo Ronnie Peterson antes de ultrapassá-lo para vencer a corrida.

 

O ano seguinte foi à bordo de um carro que só terminou duas corridas, um fiasco. Em 1973 e 1974, Peter não chegou a disputar todas as provas, obtendo desempenho melhor em corridas não válidas para o campeonato, como a Race of Champions, quando venceu um grupo de carros de Fórmula 1 com um F5000 Chevron. Mesmo depois de se aposentar das pistas, sua ligação com o automobilismo continuou. Chegou a participar da chefia da Toleman em 1984, trabalhando com um rapaz chamado Ayrton Senna e em 1986 lançou uma equipe própria na F3000, a Peter Gethin Racing.

Infelizmente, ele morreu em 2011 por conta de um tumor no cérebro. Além de grande piloto, era uma grande figura. Isto é o que ele disse depois de sua vitória em Monza: “Eu mereci ganhar a corrida. Alguns pensam que tive sorte, mas em esportes como automobilismo você só alcança o melhor com muito esforço. Eu massacrei a vida daquele motor V12 do BRM para chegar nos líderes. Eu estava posicionado no lugar certo e na hora certa quando saímos da Parabolica na última volta, pois eu consegui forçar um pouco mais na saída da curva e superar Ronnie Peterson. Francois Cevert, que chegou em terceiro, reclamou que eu empurrei sua Tyrrel para fora da pista na última curva, mas eu falei pra ele que não me importava nem um pouco.”

 

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