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Personagem da semana: Niki Lauda

18/01/2013
Niki Lauda

Niki Lauda

 

Andreas Nikolaus Lauda, mais conhecido como Niki Lauda, é uma lenda. Nenhuma palavra menor que essa pode ser usada para designá-lo. Seu caminho até a Fórmula 1 não foi repleto de vitórias e atuações espantosas, mas de empréstimos para comprar lugares nos cockpits. Essa é uma prática comum atualmente, com patrocinadores apoiando jovens pilotos a ingressarem na Fórmula 1 em troca de publicidade em equipes mais necessitadas financeiramente.

Niki Lauda começou correndo com Minis, mesmo com a oposição de sua família. Depois conseguiu conquistar um lugar na Fórmula Vee. Quando todos imaginaram que a carreira do austríaco não daria em nada, ele pegou um empréstimo no banco e comprou um assento da March na Fórmula 2 para correr a temporada de 1972. Como seus testes impressionaram os diretores da equipe, decidiram colocá-lo no cockpit da Fórmula 1 simultaneamente. No entanto, a temporada foi um desastre. Niki teve coragem em dizer que o carro da equipe era ruim. Diante das circunstâncias e das dívidas, Lauda pensou em se suicidar, mas pegou mais um empréstimo para comprar uma outra vaga na BRM para a temporada de 1973.

Desta vez, Niki Lauda impressionou ao lado de seu companheiro Clay Regazzoni, que foi contratado pela Ferrari para o ano seguinte. Enzo pediu recomendações para seu novo contratado, e o austríaco foi indicado. Na primeira temporada pela equipe italiana, ele conquistou suas duas primeiras vitórias e chegou a ficar na briga pelo título, mas sua inexperiência resultou em erros, que acabaram deixando-o na quarta posição do campeonato. Em 1975, sem cometer os mesmos erros, Niki Lauda venceu cinco vezes para conquistar o título. Em 1976, ele defendia seu título de forma confortável, com 31 pontos de vantagem, mas a corrida de Nurburgring mudaria a história de sua vida. Enquanto forçava o ritmo para recuperar o tempo perdido em uma pista úmida, perdeu o controle do carro, que bateu violentamente e pegou fogo. Com as graves queimaduras que sofreu, Niki ficou em coma e chegou a receber a extrema unção de um padre. Mas assombrou o mundo com um recuperação incrível e voltou para as pistas apenas 6 semanas depois do acidente, com a cabeça enfaixada com bandagens.

 

Niki Lauda pilotando pela Ferrari em 1977

Niki Lauda pilotando pela Ferrari em 1977

 

Niki Lauda e James Hunt em 1977

Niki Lauda e James Hunt em 1977

 

Depois de perder apenas duas corridas, Lauda dirigiu de forma heróica para chegar na quarta posição em Monza. Ao retirar o capacete, todos perceberam o sacrifício que estava fazendo, pois as bandagens de sua cabeça estavam banhadas em sangue. Conseguiu mais um terceiro lugar nos Estados Unidos, deixando-o na primeira colocação do campeonato, com 3 pontos de vantagem para James Hunt. Na última prova do ano, em Fuji, Niki Lauda achou melhor não correr, pois sua visão ainda estava prejudicada pelo acidente e ficou com medo de pilotar em condições péssimas de forte chuva e baixa visibilidade. Muitos consideraram a decisão corajosa e correta, mas a Ferrari o repreendeu. James Hunt faturou o título daquele ano, mas no ano seguinte Lauda estava lá para tomar de volta o que lhe pertencia. Venceu 3 corridas em 1977, conquistou o bicampeonato com duas corridas de antecipação e prontamente deixou a Ferrari, com quem a relação já havia deteriorado.

 

Niki Lauda pilotando pela McLaren em 1983

Niki Lauda pilotando pela McLaren em 1983

 

Nos anos de 1978 e 1979, Lauda pilotou pela Brabham, mas com carros apenas medianos, não teve o mesmo sucesso de antes e resolveu se aposentar ao final do ano para fundar sua própria companhia aérea, a LaudaAir. Em 1982, não resistiu ao chamado da McLaren para voltar a pilotar, e voltou como se nunca tivesse parado. Nesse ano já venceu duas corridas e ficou em quinto no campeonato. Dois anos depois, em 1984, Niki venceu cinco corridas mesmo sem ter largado nenhuma vez na primeira fila e conquistou seu terceiro título mundial em cima de Alain Prost por apenas meio ponto.

A temporada seguinte foi fraca graças a um carro frágil. Terminou apenas 3 corridas no ano e sua última prova, às vésperas de sua segunda e definitiva aposentadoria, terminou com vitória. Se despediu dos cockpits mas nunca das pistas. Niki Lauda sempre esteve por perto e atualmente ocupa o cargo de diretor não executivo da equipe de Fórmula 1 da Mercedes. Aos 63 anos de idade, esse austríaco desafiou até a morte, sem nunca esconder as cicatrizes que as queimaduras deixaram. Mas as marcas mais importantes são as que ele deixou na história do automobilismo, com sua incrível precisão na pilotagem e sua notável capacidade de recuperação na vida.

 

 

 

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