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Clássico da semana: Ford Capri

29/01/2013
Ford Capri mkI

Ford Capri mkI

 

Famoso por suas versões especiais voltadas para a esportividade, o Ford Capri teve um antecessor pouco conhecido que já levava o mesmo nome. O Ford Consul Capri, de 1961, foi projetado sob o codinome de Sunbird e usava elementos do Thunderbird e do Galaxie. Inicialmente concebido pela Ford britânica para ser apenas exportado, no ano seguinte ao do lançamento passou a ser comercializado no mercado interno também. Esse carro não obteve sucesso de vendas por ser lento e ter problemas de confiabilidade. Após pouco mais de 19 mil unidades produzidas, foi descontinuado.

Em 1967, o desenho definitivo do Ford Capri já estava praticamente definido. Protótipos equipados com motores de 1.3 até 2.0 litros começaram a ser testados pelas mesmas pessoas responsáveis pelo Consul Capri. Tudo deu certo, culminando com o lançamento do novo carro em 1969. O coupé era como um irmão europeu do Mustang, mas começou adotando a mecânica do Ford Cortina. Ao final do ano já começaram a aparecer as primeiras versões mais nervosas do carro, chegando ao topo de linha com um 2.0 V6 de 138 cv.

A aceitação inicial do modelo foi ótima, mesmo com algumas críticas vindas de publicações especializadas da época, como “a caixa de marchas fácil de operar mas pouco divertida” e o desejo por uma performance mais ao estilo europeu e menos americana. Em 1970 o carro começou a ser vendido fora da Europa e em 1971 surgiu a primeira versão realmente especial do Capri: o RS2600. Agora o esportivo começava a cair no gosto dos aficcionados. Motor V6 de 150 cv, suspensão modificada, relação de marchas mais curta, carroceria mais leve, rodas de alumínio e discos de freio ventilados. Com esse novo pacote de melhorias, o Capri alcançava 100 km/h em apenas 7,7 segundos. Essa versão foi a que serviu de base para o modelo que disputou o Campeonato Europeu de Turismo, vencendo o título de 1971 com Dieter Glemser e o de 1972 com Jochen Mass.

 

Ford Capri Zakspeed

Ford Capri Zakspeed

 

No mesmo ano do segundo título, a Ford fez uma reestilização do modelo, com revisão mecânica e adoção de (duvidosos) faróis retangulares, ao invés dos redondos duplos. As vendas continuaram em alta e o sucesso nos campeonatos de turismo também, graças a uma versão especial ainda melhor: a RS3100. Ela serviu de base para o carro do Grupo 4, que tinha motor retrabalhado pela Cosworth para chegar a 3.4 litros e absurdos 435 cv na versão de pista. Em 1974 foi apresentado o novo Ford Capri, totalmente reformulado e infelizmente adaptado para a crise do petróleo. Motores menores, frente menor e caráter menos esportivo. Mesmo se tornando um modelo mais “familiar”, as vendas caíram bastante.

 

Ford Capri MkII

Ford Capri mkII

 

Ford Capri MkIII

Ford Capri MkIII

 

Em 1978 foi feita uma nova reformulação e os faróis redondos duplos voltaram (ainda bem!). Mas as vendas já não iam tão bem. Algumas ótimas versões especiais chegaram a ser lançadas, como a 2.8 turbo e a Tickford Turbo, cujo motor gerava 205 cv e ajudava o carro a alcançar 100 km/h em apeas 6,7 segundos e uma velocidade máxima de mais de 220 km/h. Em dezembro de 1986, a produção do Ford Capri foi encerrada depois de quase 2 milhões de unidades comercializadas. Um clássico europeu!

 

 

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