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Clássico da semana: Aston Martin Lagonda

05/02/2013
Aston Martin Lagonda

Aston Martin Lagonda

 

Pense num automóvel estranho. Agora multiplique por 10 e adicione alguns itens futuristas. Se fosse um carro italiano ou holandês não causaria tanto espanto, mas a montadora inglesa Aston Martin se inspirou em coisas esquisitíssimas para criar este monstro em plena década de 1970. Gosto não se discute. Alguns acham o Lagonda feio e outros o admiram pela estranheza e pelo seu caráter único. Foi chamado carinhosamente de monstro não pela sua estética, mas pelo seu tamanho: 5,28 metros. Extremamente luxuoso e futurista, esta banheira é um dos mais longos carros já fabricados na Europa.

O nome Lagonda voltou a ser usado em um Aston Martin em 1974, numa versão alongada do V8, que até ficou bonita, mas logo saiu de cena após 7 unidades fabricadas para dar lugar a algo revolucionário, que tinha o objetivo de ajudar as finanças da empresa, que na época estavam indo mal. Com desenho de William Towns, o novo carro foi lançado em 1976. O visual era completamente diferente de qualquer carro que a marca já tinha apresentado até então. Era anguloso, baixo, muito longo, tinha um enorme porta-malas pronunciado e faróis escamoteáveis. As luzes que apareciam na dianteira afilada eram as auxiliares, para neblina.

 

Aston Martin Lagonda

Aston Martin Lagonda

 

Aston Martin Lagonda

Aston Martin Lagonda

 

Seu motor era o mesmo 5.3 V8 de outro modelos da montadora, mas com seu funcionamento suavizado, gerando “apenas” 280 cv e utilizando uma transmissão automática de 3 marchas. Mesmo pesando 2 toneladas, o Lagonda era capaz de alcançar quase 240 km/h e acelerar de 0 a 160 km/h em 20 segundos, o que não é nada mal. Esse carro devia ter as marchas mais longas da história! Imagine chegar a essa velocidade máxima com apenas 3 marchas!

O interior do carro era uma atração à parte. Tinha visual e tecnologia futuristas. Foi o primeiro automóvel do mundo a utilizar gerenciamento por computador e painel digital. Isso teria sido incrível se funcionasse corretamente. A eletrônica avançada foi alvo de críticas e geradora de prejuízos. O desenvolvimento dessa parte chegou a 4 vezes o esperado para desenvolvimento do carro inteiro.

 

Interior do Aston Martin Lagonda

Interior do Aston Martin Lagonda

 

Durante a existência do Lagonda foram feitas poucas modificações. Em 1986 chegou a injeção eletrônica para o motor e em 1987 vieram modificações estéticas. A carroceria foi inteiramente suavizada nas quinas e os faróis deixaram de ser escamoteáveis e foram rearranjados na dianteira, ficando 3 luzes de cada lado da grade do radiador. Sua produção durou até 1990 e apenas 610 unidade foram fabricadas. Parece pouco, mas para um carro nada convencional e caríssimo, até que não foi tão ruim assim.

Para coroar essa existência tão diferente, não poderiam ficar de fora de sua história seus títulos. A revista Bloomberg Businessweek colocou o Aston Martin Lagonda entre os 50 carros mais feios dos últimos 50 anos e a revista Time o incluiu entre os 50 piores carros de todos os tempos, descrevendo-o como uma completa catástrofe mecânica e eletrônica. Quem disse que para ser um clássico precisa ser lindo e sem defeitos?

 

 

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