Skip to content

Clássico da semana: Light Car Company Rocket

05/03/2013

 

Com a popularização dos track days, alguns carros voltados unicamente para diversão e prazer ao dirigir tornaram-se razoavelmente comuns hoje em dia, como é o caso do Ariel Atom e do KTM X-Bow. São brinquedos de gente grande e custam caro, mas proporcionam uma experiência única ao volante, quase como um monoposto de corrida.

Mas o que se vê nestes carros de hoje, nasceu há mais de 20 anos, com o LCC Rocket. Pelas mãos de Gordon Murray, o mesmo que criou o McLaren F1 e alguns bólidos vitoriosos da Fórmula 1, surgiu este levíssimo, rápido e nada convencional esportivo de motor central. Sua velocidade máxima de 233 km/h pode parecer pouco para os padrões atuais, mas pela posição de dirigir, a sensação era de muito mais. Apesar de parecer uma brincadeira feita no quintal de casa, o Rocket era um sério exercício do respeitado projetista.

Seu lançamento foi em 1991/1992, mas Murray já estudava o projeto muitos anos antes. Nessa época, ele e seu amigo piloto Chris Craft usaram um Lotus Seven como ponto de partida e adotaram um motor de 500cc vindo das motos. Para o carro final, foi escolhido um motor Yamaha de 1002 cc com 143 cv e cinco válvulas por cilindro. A caixa de marchas era sequencial de cinco velocidades e o diferencial era feito por Peter Weismann sob medida para o carro. Bom sinal, pois este homem era especialista em sistemas de transmissão para os carros de Indianápolis. Certa ocasião, ele preparou uma transmissão com 15 marchas para frente e 5 para trás. A revista britânica Autocar testou o modelo e o repórter Colin Goodwin alcançou 162 km/h de ré (!!!), numa pista aberta de um aeroporto.

 

 

O grande trunfo do projeto de Murray era o baixo peso, de apenas 352 kg. A responsabilidade pela produção do carro foi da Light Car Company, comandada por Bob Curl, que foi também o encarregado pelo desenho da carroceria, inspirado nos F1 Vanwall de fibra de vidro de 1957. O painel e os pára-lamas eram feitos de fibra de carbono. Originalmente concebido como um monoposto, a instalação de um assento extra era possível, desde que o dono pedisse. Mas colocar um passageiro extra em um carro com 352 kg de peso seria um sacrilégio, não é verdade?

Como consequência do ousado projeto, não existia nenhum tipo de equipamento voltado para o conforto. O banco era forrado de couro e um pequeno pára-brisas ajudava em altas velocidades, mas seria altamente recomendado dirigir o Rocket usando capacete. No início dos anos 1990, nada podia ser comparado a este carro em termos de experiência ao volante.

 

Anúncios
No comments yet

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: